quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Onde estão os artistas e intelectuais do nosso país...

Onde estão os artistas deste país? E os seus intelectuais? É a pergunta que Raimundo Fagner fez, na entrevista que cedeu à VEJA, há uns cinco anos:

"Veja – Recentemente, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o senhor criticou os artistas que apóiam publicamente o desarmamento dizendo que são todos "maria-vai-com-as-outras". O que quis dizer com isso?
Fagner – Quis dizer que artistas costumam agir em bando, só seguindo a manada. Querem sempre ser "bonzinhos", "de esquerda", "do bem" – e, muitas vezes, nem refletem sobre o que estão dizendo. Esse referendo sobre o desarmamento – que eu acho, antes de tudo, inoportuno – é um exemplo. Tenho certeza de que muitos atores e cantores são contra o desarmamento. Mas você acha que eles têm coragem de ir à TV dizer isso? Têm medo de parecer politicamente incorretos. Fiquei louco quando vi aquele monte de artistas posando de anjinhos ao lado do SIM. Eles deveriam era botar a cara na televisão para exigir explicações do presidente. Afinal, foram eles que colocaram o Lula lá. Só que, agora, não têm coragem de vir a público dizer que estão decepcionados com ele.

Veja – E por que não teriam essa coragem?
Fagner – Porque artista é vaidoso demais para dizer que errou. O resultado é este: fica o presidente de um lado, dizendo que não sabia de nada, e os artistas, que o elegeram, de outro, sem acreditar nessa balela, mas sem peito para botar a boca no trombone.

Veja – De quem o senhor está falando?
Fagner – De Gilberto Gil, que está lá, junto de Lula. De Caetano Veloso, que está calado. De Chico Buarque, que só declarou que está triste. O que se passa na cabeça de uma Fernanda Montenegro, que não diz nada numa hora dessas? A vida toda eu apoiei, no Ceará, o (hoje ministro) Ciro Gomes e o (hoje senador) Tasso Jereissati. Se um dia aparecer alguma ladroagem de um dos dois, eu vou ser o primeiro a falar.

Veja – De que forma esses artistas deveriam se manifestar, na sua opinião?
Fagner – Você já imaginou o impacto que poderia ter uma carta pública de Chico Buarque para o presidente Lula? E já imaginou se o Zezé Di Camargo falasse alguma coisa? Mas ele não fala. Está sem tempo e também tem umas dívidas para receber do PT. No lugar deles, vem essa filósofa, Marilena Chaui, defender o indefensável. Assisti a uma entrevista dela outro dia. Durante duas horas ela ficou nesse negócio de "filosoficamente falando". Parecia que no dicionário dela não existia a palavra "corrupção". E fica um bando de abestados achando ótimo o que ela diz."

Hoje [quarta-feira, 26.8.2009], Arnaldo Jabor lançou o mesmo questionamento, em rede nacional, pelo Jornal da Globo.

Aí, ficamos pensando se os inúmeros artistas que defenderam a eleição de Lula, que subiram em palanques, gratuitamente ou não, não deveriam realizar sua mea culpa e declarar seu repúdio [se é que repudiam] ao que se passa, na política nacional. Como disse o Fagner, já pensaram a força que teria uma carta de um Chico Buarque [e olha que nem gosto dele], de um Tony Ramos? Mas não; esta gente está escondida, oculta nas dobras do manto de seu próprio ego.



E finalizo com Fagner, novamente e na mesma entrevista acima referida:

"Veja – Hoje, como o senhor avalia o governo Lula e a crise pela qual ele está passando?
Fagner – Lula está muito prepotente. Parece que está vendo outro filme e se lixando para a opinião das pessoas. O país está agonizando e ele se nega a assumir a sua responsabilidade. Quem é que manda no Delúbio Soares? No Silvio Pereira? No José Dirceu? É o Lula! Ele só não sofreu impeachment até agora porque a direita brasileira ainda não sabe ser oposição. Sempre tive uma relação especial com o Lula, porque ele era muito ligado ao meu pai e porque, assim como milhões de brasileiros, eu respeitava e respeito a história de vida dele. Mas isso não me impede de falar que ele tem satisfações a dar."

Não apenas mais um dia, na longa agonia amoral do Senado.

O dia de hoje – quarta-feira, 19 de agosto de 2009 – entra para a história pátria como um dos mais vergonhosos da política brasileira, da estrada sociológica da nossa nação, do nosso povo. Por nove votos a seis, o Conselho de Ética do Senado confirmou o arquivamento [anteriormente determinado por seu Presidente, Senador – suplente do Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral/PMDB... – Paulo Duque] das onze representações contra o Senador José Sarney/PMDB-MA, por quebra de decoro parlamentar. Os votos do Partido [outrora...] dos Trabalhadores foi decisivo, capitaneado por seu Presidente de Honra e Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, o qual ordenou a Ricardo Berzoini [Presidente do PT nacional], desautorizou Aloísio Mercadante [líder do PT no Senado e que havia liberado a bancada para votar como quisesse, conforme a sua consciência – falar em consciência nos Senadores parece quase uma ironia...] e salvou o agora aliado maranhense.

Por partes. O PT: morreu, decretou sua falência moral, após sete anos de longa agonia comportamental; atualmente, é difícil encontrar alguém realmente ético defendendo com veemência o PT, mesmo em nossos círculos de amizades. Reparemos bem, amigos, a personalidade de quantos conheçamos que pugnam pela primazia do PT: são geralmente pouco democráticos, afeiçoados às políticas de troca de favores, maniqueístas [o bem é o PT, claro...], maquiavélicos [“- É preciso assegurar a governabilidade!”], beirando o cinismo; julgam-se sempre com a razão e torcem a verdade a ângulos improváveis, de modo a assegurar o acerto de seu raciocínio, ao modo dos sofistas gregos, que Sócrates tanto combateu. Aliás, o cinismo com que os senadores petistas defenderam José Sarney é algo de inacreditável, sobretudo se considerarmos que, para tal objetivo, aliaram-se a Fernando Collor de Melo e Renan Calheiros. E tudo isso, sob a orientação e condução do ora espiritualmente falecido metalúrgico que comandou as greves marcantes da história de São Paulo e do Brasil. O sonho do petismo como bastião da ética é findo; e mais: o PT mostrou-se, hoje, para o Brasil e para o mundo, ainda mais detestável, mesquinho e calculista que as demais agremiações políticas nacionais [e eu não me filio a nenhuma, asseguro] o haviam feito, capaz de atitudes canhestras, torpes, vis até, em busca da manutenção não de seu projeto de governo, mas de poder. E dão prova desta derrocada ética: a discordância partida e saída do partido, por parte da então Senadora Heloísa Helena, de Marina Silva, de Flávio Arns... E a conduta de Delcídio Amaral, Ideli Salvatti, Wellington Salgado, Renato Casagrande e Aloísio Mercadante [este pela covardia de não comunicar, publicamente, a pressão exercida por Lula] são, no mínimo, vergonhosas.

E, mediante 12.000.000 de atendidos pelo programa bolsa-família, o “governo Lula” [nunca, antes de hoje – “Nunca antes, na história deste país!” – , a expressão foi tão verdadeira...] segue seu iter dúbio, na condução dos destinos do pais: acerta, em grande parte da macro-economia, mas afoga o país na lama das vilezas políticas, tornando-as lugar comum e introjetando-as [alguém já notou isto?...] no inconsciente coletivo de um povo já carente de balizas de virtude, em seus comandantes. E vai desfilando seu rosário de inverdades e repetindo-as, até se cristalizarem em dogmas, tais como o pagamento da dívida externa brasileira [ocultando a galopada ascendente da dívida pública interna].

Nessa semana que corre, uma ironia do destino: a Senadora Marina Silva aparece adiante de Dilma Roussef, nas opiniões eleitorais populares, com vistas ao pleito presidencial vindouro. Arrisco dizer: se Lula [sim, Lula; no PT é assim: democracia vem de cima para baixo; nem prévias fazem] sentir que Dilma não chega ao segundo turno, usá-la-á como “boi de piranha” para receber críticas até as proximidades do início da campanha real, voltando-se, então e “surpreendentemente”, para Marina Silva, alçando-a à condição de candidata de coalisão da esquerda [posto que, dificilmente, a Senadora Marina Silva recusaria].

Outra parte: José Sarney, em poucas palavras. Apoiou o golpe militar e o governo ditatorial dos generais; recebeu a presidência da república pelas mãos do “Sobrenatual de Almeida” [que roubo, aqui, a Nélson Rodrigues e ao futebol]; fez o que quis com o Maranhão, agraciando-lhe com um IDH risível; mentiu ao Senado e ao país, afirmando - entre outros absurdos - não conhecer um homem de quem foi padrinho de casamento e considerando muito normal pedir [retcius: ordenar] ao então Secretário-geral do Senado, Agaciel Maia, a contratação do namorado de sua neta. Tudo muito normal, tudo ético, segundo o Presidente Lula e o PT... Ah, para não esquecer: Sarney leu Sêneca, no plenário da casa desenhada por Niemeyer.

E o povo brasileiro? Merece tudo isso? Parece-me que sim, pelo menos a auto-denominada classe média, aquela que bate os recordes de tempo de conexão na internet, considera-se a melhor informada, queixa-se de sustentar o país com impostos, mas que não perde uma hora de sua vida pequeno-burguesa investigando a vida dos candidatos em quem pretende votar [para não falar de quem "vota na legenda"...] com uma mera pesquisa google ou acompanhando o desempenho parlamentar dos que ajudou a alocar nos postos políticos. É a esta modorrenta apatia da geração orkut/msn que credito maior responsabilidade [e não, eu não tenho orkut!]. A parcela mais pobre do povo tem, ao menos, a justificativa da ignorância...

Outra parte: O Senado. Parece-me que posso resumir tudo, aqui, pela frase do [também, aparentemente, morto em espírito de ética] Senador Inácio Arruda/PSB-CE: "- Aqui não tem nenhum santo".

Nos dias que correm, o Senado da Roma de Caesar, a cidade eterna, encontra-se em ruínas, entregue aos gatos de rua. A quem ficará entregue o Senado brasileiro?...

Inácio de Freitas - Advogado [OAB/CE 13.376]
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Os representantes do PT no Conselho de Ética - Ideli Salvatti (SC) e Delcídio Amaral (MS), além do próprio João Pedro - seguiram a recomendação e votaram pelo arquivamento das ações, confirmando a decisão tomada anteriormente pelo presidente do conselho, senador Paulo Duque (PMDB-RJ).
O partido, entretanto, estava dividido. O líder no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), havia liberado os parlamentares "para votar de acordo com suas consciências". Eduardo Suplicy (PT-SP), terceiro suplente, chegou a votar contra o requerimento que previa a análise em bloco das denúncias, mas foi substituído pelos titulares em seguida. Mercadante havia anunciado ainda a intenção de avaliar o mérito de cada uma das representações e denúncias, mas o PT também foi favorável à análise em bloco dos recursos a todas elas. Depois da reunião do conselho, o parlamentar disse que "sua vontade verdadeira era sair da liderança" e colocou o cargo à disposição.
Flávio Arns (PT-PR), ao comentar a postura de seu partido no Conselho de Ética, se disse envergonhado de ser filiado ao PT, acrescentando que a legenda "rasgou a página fundamental de sua constituição, que é a ética", ao votar a favor do arquivamento das ações. Ele também criticou a nota de Berzoini. Para Flávio Arns, seu partido "deu as costas para o social, para o povo, para seus princípios".
- Eu me envergonho de estar no PT, com esse direcionamento que o partido está tomando. Quero dizer isso de maneira muito clara para todos os meus eleitores. Houve um equívoco. Quando entrei no partido, achava que bandeiras eram pra valer, não eram de mentira - afirmou o senador, acrescentando que as bandeiras que hoje movem o PT "são bandeiras eleitorais, bandeiras visando a eleição do ano que vem".
A oposição também criticou o posicionamento do PT. Sérgio Guerra (PSDB-PE) afirmou que, ao votar contra a abertura de uma investigação, o PT cometia um "atentado ao direito de democracia, de discussão", e que cercear esse direito é um erro grave. Demóstenes Torres (DEM-GO) declarou que o discurso do PT se diferencia na prática, e que a legenda brinca com a opinião pública, perde sua identidade e muda de posição a toda hora. José Nery (PSOL-PA) afirmou que só a investigação poderia demonstrar se "há culpabilidade ou responsabilidade" nas denúncias, que por enquanto, não passavam disso.
Já Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou que este é "um triste dia para o Senado e para Sarney". Ele mencionou ainda a saída da senadora Marina Silva (AC) do PT e declarou que "hoje é o dia em que o PT abraça Sarney e Collor e perde Marina"
Ao defender o PT, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) lembrou que todas os partidos tiveram divergências para definir sua posição no Conselho de Ética, e isso não seria diferente entre os petistas.
- Não queiram ser aqui melhor do que os outros - declarou Almeida Lima.
Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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O senador Flávio Arns (PT-PR)
O senador Flávio Arns (PT-PR) afirmou nesta quarta-feira (19) que vai procurar a Justiça Eleitoral pedindo justa causa para sair do PT. No plenário do Conselho, ele fez duras críticas à postura do partido no Conselho de Ética favorável ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e se disse envergonhado de pertencer à legenda.
Nesta quarta-feira, a senadora Marina Silva (AC), já havia anunciado seu desembarque do PT. Ela deverá ser candidata à Presidência da República pelo PV.
Arns é um dos petistas que defende o afastamento de Sarney da presidência da Casa e a abertura de processo contra ele no Conselho de Ética. Revoltado, ele fez um discurso no plenário do Conselho pedindo desculpas aos eleitores por fazer parte do PT. “Me envergonha estar no Partido dos Trabalhadores com o comportamento que está tendo. Achava que as bandeiras eram para valer e não para mudar por causa da eleição”, disse Arns.
· No Twitter, senador do PT justifica voto pró-Sarney
· Conselho de Ética arquiva representação contra Arthur Virgílio por unanimidade
· Plenário do Conselho de Ética arquiva todas as acusações contra Sarney
Após o discurso, o senador disse aos jornalistas que deixará o partido. Ele pretende argumentar na justiça eleitoral que o partido mudou seu programa. Um dos fatos que justificaria seria o apoio a Sarney. Se o pedido for aceito, ele poderá trocar de partido sem o risco de perder o mandato. [fonte: G1]
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Sarney quer 'ocultar' reunião de conselho, diz Simon
Qua, 19 Ago, 01h41
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no Senado, que é "ridícula" a afirmação do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), de que não pode impedir que a reunião de hoje do colegiado se dê no mesmo horário (14 horas) da sessão do plenário da Casa. Simon afirmou que o episódio demonstra que Sarney não tem mais condições de presidir o Senado e deixa claro que o senador "joga a seu favor" ao agir supostamente para que a reunião do conselho ocorra "de forma oculta", isto é, sem transmissão pela TV - pelo regimento interno, a TV da Casa só transmite a sessão do plenário.
Simon considera "uma das mais importantes da história do Senado" a reunião de hoje do Conselho de Ética, que tomará uma decisão sobre os recursos apresentados pelos governistas contra o arquivamento das ações em que Sarney é acusado de envolvimento em irregularidades e quebra do decoro parlamentar. Simon voltou a defender a renúncia de Sarney do cargo após ouvir do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO), a informação de que, em telefonema, o presidente da Casa lhe disse que não poderia alterar o horário da reunião do colegiado ou do plenário.
"Indaquei se poderia perguntar ao presidente do Conselho de Ética (senador Paulo Duque, PMDB-RJ) se ele poderia alterar o horário da reunião. Sarney disse que não poderia alterar a coincidência de horários e não teria como interferir nesse caso", contou Demóstenes. Ele acrescentou que Sarney lhe afirmou também que não poderia receber os integrantes da CCJ, porque já tinha um almoço programado.
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Rumo ao abismo: Argentina libera consumo privado de maconha.

Nossos irmãos argentinos acabaram de – por meio de decisão da sua corte jurisdicional suprema – extinguir a punibilidade e a tipicidade do porte de pequenas quantidades de maconha desde que – segundo os termos da decisão judicial – para uso pessoal e em recinto privado.

Em primeiro plano, uma questão de ciência política e teoria do Estado [com brevidade]: as maiores mudanças no regramento das condutas, nas sociedades modernas aparentam vir da atuação das cortes constitucionais ou cortes jurisdicionais máximas dos países democráticos ocidentais. Qual o problema disto? Simples: o Poder Judiciário é – na maioria dos países ocidentais – o único que não conta com eleições populares para a sua composição, o que significa dizer que, quando toma decisões de aspecto regulamentador amplo da vida nacional termina por usurpar [ainda que en passant] a competência essencial, a ratio essendi dos poderes executivo e legislativo, para cuja composição o povo atua fortemente, através do sufrágio [e de onde advém a responsabilidade deste mesmo povo, nos destinos do país – e por isto defendo que o voto deve ser obrigatório, para evitar posturas de indiferença e uma fuga cívica]. É o que se chama o déficit democrático do Poder Judiciário.

Por que isto ocorre? Também simples: a crise ética e de identidade do poder legislativo, cuja composição nem de longe gera legitimidade de exercício, ainda que tal exista, na investidura... O Poder Executivo, na mesma linha, parece ter sempre mais projetos de poder do que políticas de Estado [vide os recentes escândalos em torno do PT, sob a alegação de garantir a governabilidade].

Voltando ao tema central.

E a maconha? Deve ser liberada? Se você disse sim, provavelmente é usuário ou não conhece as agruras de quem tem parentes que utilizam regularmente a droga. Segundo os maiores especialistas e pesquisadores, a maconha é responsável pelos maiores mergulhos da drogadição, vez que o usuário dificilmente se limita apenas a ela, partindo para a busca de sensações mais intensas [característica da espécie humana].

Também é engraçado que há muita gente que diz que usa maconha, mas que não é viciado; usa-a porque quer e para no dia que quiser. Só que este dia nunca chega... É como o sujeito que bebe todo fim de semana e não se julga alcoólatra.

Vivemos a idade da liberação, da liberdade sem limites. Quer usar drogas? Use-as! Quer fazer sexo com animais? Faça-o! Quer criar um site que estimule a bulimia e a anorexia? Mãos à obra!... Engravidou sem planejamento? Aborte! Absurdos sem fim...

Isso não é democracia: é bestialização do ser humano, regressão de espécie, tendência autocida, crime contra os direitos da pessoa e tudo o mais que queiramos dizer, sobre o abastardamento da humanidade, nos excessos de toda ordem, defendidos sob o dogma da liberdade de consciência, crença, culto etc.

Não é esse o caminho. Desse jeito, ruma-se para o abismo da civilização.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aloísio Mercadante encontra David Gilmour....

Encontraram-se o ex-novamente-líder [como poderíamos descrever sua atual posição política?...] do PT no Senado, Aloísio Mercadante, num lounge qualquer [desses que se frequenta antes de algum voo ao exterior, com a cota de passagens do legislativo federal], David Gilmour e Roger Waters.

Estes, enquanto esperavam seu embarque [em aeronave de carreira; nada de fretamentos com verba pública, como os recentemente protagonizados pelo Governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes e sua esposa e sogra ou ainda pela Prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins], sacaram – sim, ambos: tinham deixado a briga de lado, após a morte de Cid Barret e Richard Wright – os violões e cantaram aquela música deles, aquela mesma, que fala de trocar sonhos por fantasmas, árvores por cinzas, mudança por conforto.

O petista sentiu-se levemente incomodado. José Sarney, ali também presente, recomendou-lhe recorrer à justiça, para que não pudessem tocar mais aquela música [disse algo do tipo “veicular transcrições de processo em segredo de justiça” ou coisa assim]. W. Salgado, igualmente no lounge, disse-lhe que partisse pra cima: “– Ninguém chega a senador sem mostrar que tem sangue quente!” Delcídio Amaral e Ideli Salvatti recomendaram esperar pela orientação do partido ou do Presidente. Um suplente qualquer [mas com título de nobreza] sentenciou: “– Ah!... Arquiva isso aí e esquece.”

Semanas depois, a Ministra Dilma Roussef assegurou que nunca houve este encontro.
As fitas do lounge não foram requisitadas.

Há gente que jura que o encontro não só aconteceu, como Belchior esteve lá, cantou também e que os senadores se retiraram justamente quando ouviram aquele trecho que descreve o hábito de contar vil metais...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Estatísticas criminais dos políticos brasileiros.

ONG diz que 44% da Assembleia de SP tem 'ficha suja'
Sex, 14 Ago, 10h00
Levantamento realizado pela organização não-governamental (ONG) Transparência Brasil com base em dados oficiais divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Justiça Federal, Justiça Eleitoral, Justiça Estadual e Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) aponta que 42 dos 94 deputados paulistas apresentam algum tipo de pendência judicial - 44% do total. Eles carregam em suas fichas na Assembleia Legislativa casos de improbidade administrativa, crime contra o patrimônio, compra de votos e até estelionato.

A Transparência Brasil decidiu realizar o levantamento em meio às disputas no Senado para chamar a atenção para os deputados estaduais que, segundo Fabiano Angélico, coordenador de projetos da ONG, têm suas fichas pouco avaliadas pela população. "Durante esse levantamento nos demos conta que tinha muita gente envolvida em acusações sérias", disse Angélico. "E isso é ruim porque, no futuro, eles podem ser os nossos senadores."

Em geral, os parlamentares paulistas citados na Justiça alegam que sofreram perseguição política quando atuavam como prefeitos em suas bases. São os casos de improbidade administrativa, que fazem parte da maior fatia do bolo de ações que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os problemas nas prestações de contas de campanha, alertam os deputados, eram apenas "erros formais" na entrega dos cálculos que levaram às irregularidades, especialmente nas eleições de 2002. Eles dizem que tudo foi sanado na disputa seguinte, em 2006, e os processos foram arquivados.

Na Assembleia do Rio, a situação é semelhante. A Transparência Brasil anotou que, dos 70 parlamentares, 19 têm ocorrência na Justiça Eleitoral, 17 na Estadual e 6 devem explicações à Justiça Federal. Três foram punidos por Tribunais de Contas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Crescem duas estatísticas: mortes de policiais e mortes por policiais...

PM mata 56,5% mais no Estado de SP, diz secretaria
Sex, 14 Ago, 07h38
O número de mortes cometidas por policiais militares no Estado de São Paulo cresceu 56,5% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Proporcionalmente, o aumento da resistência seguida de morte - classificação oficial das ocorrências - foi o maior entre todas as modalidades criminais mapeadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), uma vez que homicídios, roubos e latrocínios tiveram altas de 11%, 18,8% e 36,5%, respectivamente.

Em abril, maio e junho do ano passado, 99 pessoas foram mortas por policiais, quantidade que subiu para 155 no mesmo intervalo em iguais meses deste ano. O avanço, lembra o Comando da Polícia Militar (PM), está em um contexto de aumento geral da criminalidade paulista, mas essa não seria a principal razão para a escalada dos índices, segundo o presidente da Comissão de Justiça e Segurança Pública do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim), Renato De Vitto. "Só as estatísticas são frágeis para atestarmos se cada óbito foi, de fato, legítima defesa do policial", opina. "Eu avalio que esse aumento de mortes tem mais relação com a estratégia policial de combater crimes, da cultura de agir mais letal."

Além da questão cultural, o ouvidor das Polícias Civil e Militar do Estado, Luiz Gonzaga Dantas, que recebe e apura denúncias sobre supostos abusos da violência, disse acreditar que o aumento de mortes cometidas por policiais é resultado da forma como os casos são tratados pela própria corporação. "Chegam a nossas mãos muitos boletins de ocorrência que são registrados como crime contra o patrimônio, crimes contra administração pública e o evento morte de um suspeito não é notificado", afirma. "Isso faz com que as mortes cometidas por policiais não sejam investigadas como deveriam, o que resulta em impunidade de um policial que pode ter cometido abuso."

O número de PMs mortos em serviço também subiu na comparação entre o 2º trimestre deste ano com o de 2008, de 4 casos para 9 (25% de acréscimo). O saldo dos confrontos, no entanto, termina com, em média, um policial morto para cada 17,2 civis assassinados por um tiro disparado por um policial paulista.

'Polícia comunitária'
A PM de São Paulo informou que não é correto esperar que o aumento de mortos em confronto com a polícia seja equivalente, em termos de proporção, às taxas de elevação da criminalidade. Segundo o setor de imprensa da corporação, "é fato que houve aumento da criminalidade e da quantidade de confrontos (com a polícia), sendo fato também que o primeiro é causa da segunda". Contudo, avalia a PM, " não é possível inferir com exatidão a influência de um indicador sobre o outro" e, por isso, os índices de aumento não são semelhantes.

Ainda segundo o Setor de Comunicação, a Polícia Militar "utiliza modernas técnicas não letais" que servem de referência a outros Estados do Brasil, além de outros países da América Latina. Um dos exemplos citados é o Método Giraldi de tiro defensivo para a preservação da vida, que faz parte da grade curricular da PM desde 2002. Além disso, informa a polícia, "todas as ações policiais são desenvolvidas com responsabilidade e baseadas na filosofia de polícia comunitária, nos princípios de direitos humanos e defesa da cidadania e nos preceitos da gestão da qualidade".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Britânicos opinam sobre crise ética de Lula...

...e nós poderíamos perguntar por que mataram o brasileiro Jean Charles [provavelmente nos responderiam: "It's another fact"...].

'Economist' cobra defesa firme de Lula à democracia
Sex, 14 Ago, 08h55

A revista britânica "The Economist" - uma das mais conceituadas do mundo - cobrou ontem em editorial uma posição mais firme do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com relação à defesa da democracia e dos direitos humanos. "O governo Lula tem demonstrado um enigmático desrespeito pela democracia e pelos direitos humanos fora das fronteiras brasileiras", disse a revista. "O chanceler Celso Amorim argumenta que condenações feitas por países ricos de abusos cometidos por países pobres são tendenciosas e ineficazes. Mas grupos de defesa dos direitos humanos se queixam que, na ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil tem se aliado a países como China e Cuba para proteger regimes abusivos."

Para exemplificar a crítica ao presidente brasileiro, a "Economist" citou o fato de Lula ter se precipitado e felicitado o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por sua vitória logo após as eleições presidenciais de junho. Embora haja fortes indícios de fraude, Lula, segundo a revista, menosprezou os protestos de opositores em Teerã, chamando as manifestações de "choro de perdedor". "Não conheço ninguém, além da oposição, que tenha discordado da eleição no Irã. Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos", disse Lula na ocasião.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

EUA estão por trás da gripe suína. Como sempre...

Teorias da conspiração à parte, surge mais uma denúncia [e notemos como é bem feita] quanto à participação dos EUA e, mais especificamente, do governo G. W. Bush, na avalanche midiática [talvez até na proliferação...] relativa ao vírus H1N1.

Vale a pena ver os vídeos; o segundo, é sobre um programa de hipnose, conduzido pela CIA, lá pela década de 1930 e que inspirou o remake "The Manchurian Candidate", com Meryl Streep e Denzel Washington. O terceiro - o mais marcante - é também sobre projetos da CIA para o controle da mente [detalhe: com auxílio de cientistas nazistas].

Não creio em bruxas, mas que elas existem, existem...





quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Brasil: a caminho da Revolução Francesa...

O cenário político brasileiro enfrenta a sua maior crise moral, ética e legal; lama por todo lado, para dizer-se o mínimo. Aparentemente alheios ao sofrimento do povo, os políticos vivem numa espécie de Palácio de Versailles moderno, onde os nobres também se perguntam porque o povo não como brioche, se não tem pão.

A mim me parece muito com o ambiente da revolução francesa, onde a sangria das massas findou por levar a uma combustão social. Tal coisa não desejo, nem de longe; mas que vejo este perigo remoto, isto o vejo, principalmente se a insatisfação dos mais sofridos for manipulada por novos Carlos Lacerdas e outras criaturas midiáticas.

Um perigo...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uma piada, no Tribunal Penal Internacional.

O genocida Radovan Karadzic alega que sua prisão foi ilegal...

O mundo assiste a Israel destruir a palestino e exterminar os palestinos.

Tráfico de mulheres: para quem acha que a escravidão acabou.

E dá mais dinheiro que tráfico de armas...
http://www.un.org/spanish/News/fullstorynews.asp?NewsID=16093

Um bilhão de pessoas com fome, no mundo...

Vale a leitura: http://www.un.org/spanish/News/fullstorynews.asp?NewsID=15854

Sobre a libertação das jornalistas norte-americanas.

Foi marcante a intervenção de Bill Clinton, Al Gore e Obama e o gesto de "generosidade" do ditador e governante da Coréia do Norte foi um bom sinal.

Só faço uma ponderação: as jornalistas não precisavam entrar ilegalmente no país asiático...
Sobre o assunto: http://www.un.org/spanish/News/fullstorynews.asp?NewsID=16203

O sindicalismo brasileiro parece uma grande farsa.

Desde Lula que se acusa o sindicalismo brasileiro de - para dizermos o mínimo... - maquavelismo e outras práticas do gênero. Verdade ou mentira, leiamos o artigo seguinte e, então, opinemos:

Sindicalistas de Brasília inventaram um método prático, econômico e seguro de fazer protestos e promover manifestações sem precisar deslocar manifestantes do resto do país ou de convencer ninguém sobre a causa a ser defendida. Para isso criram o manifestante profissional. Com R$ 40 por cabeça, é possível reunir até duas mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, para defender ou atacar qualquer coisa, tomar partido contra ou favor de qualquer um.

Uma das maiores especialistas no novo método de manifestação sob encomenda é a Nova Central Sindical. Por R$ 80 mil, a nova entidade conseguiu, em duas oportunidades, mobilizar pessoas por algumas horas em defesa de “suas causas”. Tudo pago com notas de R$ 20. Encomendas de manifestantes podem ser feitas com tranquilidade e sem qualquer relutância pelo telefone, por qualquer pessoa. Além dos manifestantes, a organização fornece todo o know-how da manifestação.

Em seu site, a Nova Central Sindical diz que representa sete confederações, 136 federações, três mil sindicatos e quase 12 milhões de trabalhadores em todo o país. Mesmo assim, precisou recorrer ao aluguel de manifestantes, em parceira com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), uma das associadas. Como diz o nome, a Nova Central se propõe a fazer um sindicalismo diferente — de fato, está conseguindo. Faz sindicalismo sem sindicalistas.

Para saber mais sobre os protestos de fachada, a revista Consultor Jurídico ligou para a Contratuh para pedir dicas de como fazer um bom barulho e parar o trânsito em frente ao Congresso Nacional. O repórter afirmou que gostaria de fazer um “Fora Sarney” na volta do recesso parlamentar. Ou seja, protesto sem qualquer qualquer relação com o trabalhismo.
Sem se identificar como jornalista, a reportagem da ConJur foi apresentada a uma mini indústria de aluguel de manifestantes. “O que posso dizer pela vivência sindical é que, quando você está fazendo uma passeata, você contrata pessoas para fazer. Se quer 600, 800 ou mil pessoas, você paga essas pessoas. Porque fica muito caro trazer dirigente sindical do Brasil inteiro”, explicou Otton Bendixen, um dos funcionários da Contratuh. (clique aqui para ler a gravação da conversa)
Na mesma ligação, Rogério Soares Dias, outro funcionário da Contratuh, diz que a entidade sempre terceiriza as manifestações com Sandra Ribeiro, responsável por conseguir as pessoas na periferia de Brasília. “A Sandra é a pessoa que, toda vez que a gente vai fazer alguma manifestação em Brasília, arruma essas pessoas”, afirma. E completa: “Ela presta serviço para a gente há muito tempo. É de confiança, garantido mesmo. Não precisa se preocupar”. Rogério Dias oferece, inclusive, o e-mail da secretaria da Contratuh para tratar dos preços e passar os contatos de Sandra. (clique aqui para ler a gravação da conversa)

Sandra é uma cidadã comum, que mora na região mais violenta de Planaltina, a 32 km da Praça dos Três Poderes. De uns anos para cá, ela uniu o útil ao agradável e virou recrutadora de sindicalistas postiços. Assim, ela consegue levantar uns trocados para si mesma e para outros desempregados da vizinhança e, de quebra, ajuda a vitaminar o anêmico engajamento sindical brasileiro. Na capital do país, sindicalistas preferem contratar massas de desempregados para reivindicar em nome dos trabalhadores que, entre outras coisas, querem legalizar os bingos e reduzir as horas de trabalho. (clique aqui para ler trecho da conversa do repórter com Sandra)

A ConJur ligou para a Nova Central Sindical para confirmar a história. Bruno Maciel diz, com tranquila naturalidade, que é assim mesmo que se faz sindicalismo na Nova Central. “Já fizemos trabalhos (com Sandra) diversas vezes, já contratamos de 50 a 800 pessoas. Tudo em paz”, diz. “Fique tranquilo, pode ir na confiança que ela é gente nossa”.(clique aqui para ler a gravação da conversa)

A relação da Contratuh com a Nova Central é umbilical. O presidente da Contratuh, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, também é o secretário-geral da central. Segundo Sandra, as duas entidades “trabalham juntas”, na hora de contratar manifestantes. Ela, aliás, chama Moacyr de “meu chefe”. Não por coincidência, foi Moacyr quem respondeu à reportagem da ConJur, em nome das duas entidades.

O presidente da Contratuh e secretário-geral da Nova Central confirmou que as entidades, sim, compram manifestantes. A justificativa de Moacyr é uma velha desculpa para esse tipo de prática indesculpável: todo mundo faz. “Você tem que pegar também a CUT, a Força Sindical, você está sendo parcial e não foi no lugar certo (para descobrir). Todos as entidades sindicais e partidos políticos fazem isso”, disse.

A ConJur perguntou ainda se o sindicalista achava ético pagar manifestante e como as entidades fizeram para sacar mais de R$ 80 mil. A resposta foi a mesma. “Isso é um negócio interno nosso. Não tem nenhum interesse de vir a público”, disse. “Interessa para a categoria a atividade que a gente faz. Os meios, as pessoas que vêm, isso é uma coisa interna”. Por fim, Moacyr disse que a ConJur “não está autorizada a dar qualquer tipo de informação referente à Contratuh e à Nova Central”.

Folha de pagamento
Pela tabela de preços sindical, cada manifestante custa R$ 40 por meio período. Se a negociação for bem feita, é possível esticar a jornada de trabalho pelo mesmo preço. Os ônibus, para 45 pessoas, custam R$ 350 cada. Há também um coordenador por ônibus, que recebe o dobro de um manifestante. Ou seja, numa matemática simples, 800 manifestantes, quantidade contratada pelas entidades, custam mais de R$ 40 mil. E isso não aconteceu uma vez só.

Segundo Sandra, o dinheiro é pago em envelopes grampeados, com duas notas de R$ 20 a serem distribuídas aos coordenadores e manifestantes nos ônibus. “A gente resolve assim, já vem grampeado. A gente não tem tempo de ficar contando, é muito corrido”, explica. Vale lembrar que as informações são de Sandra, chamada por funcionários das duas entidades de “gente nossa e de confiança”.

Na 5ª Marcha dos Trabalhadores, 35 mil pessoas — segundo as centrais — lotaram a Esplanada dos Ministérios em dezembro. No evento, Moacyr, em bom sotaque paranaense, se disse “emocionado” com a presença de tanta gente. Dos milhares de manifestantes, Moacyr pagou com dinheiro da Contratuh para pelo menos 800 pessoas fazerem volume e caminharem dez quilômetros debaixo de chuva, com camisetas das duas entidades.

Sandra também citou nominalmente uma passeata a favor da legalização dos bingos, em 2007. Segundo Sandra, as duas entidades contrataram 800 pessoas para protestar em nome dos sindicalistas.

Orçamento Criada no ano de 2005, a Nova Central Sindical se classifica como uma entidade que nasceu da “luta por uma alternativa independente, classista e em defesa da unicidade”. Nesse ano, a Nova Central receberá, no total, R$ 7,5 milhões do imposto sindical, contribuição obrigatória descontada do bolso do trabalhador.

Além disso, a central cobra mensalidades de R$ 75 a R$ 1.500 dos sindicatos. O valor varia coforme o número de filiados. Em relação às confederações, como é o caso da Contratuh, a Nova Central não cobra conforme o número de trabalhadores. Cobra-se de acordo com a quantidade de delegados a que têm direito. A confederação com dez delegados tem de pagar mensalmente R$ 2 mil, enquanto a que tem direito a 40 delegados paga R$ 6 mil. Com todo esse dinheiro, a Nova Central prefere pagar manifestantes, em vez de mobilizar trabalhadores em defesa de suas idéias.